• Ana Caner

Como enfrentar o medo?






Ninguém considera escovar os dentes pela manhã um ato de coragem, não é mesmo? Isto porque ninguém (imagino eu) tem medo de escovar os dentes.


Coragem pressupõe a presença do medo. Temos coragem quando enfrentamos uma situação em que temos medo de algo.


Por isso, só podemos desenvolver a coragem quando enfrentamos as situações que nos trazem a sensação de medo.


Portanto, ao contrário de nossas reações costumeiras, imediatas, automáticas, na próxima vez em que você se deparar com uma situação em que sente medo, seja algo banal ou algo imenso:


RECONHEÇA:  Sem fugir da situação, sem negar, sem evitar, simplesmente reconheça que tem medo.


BUSQUE onde você sente no corpo essa sensação de medo. Onde ela se expressa no corpo, como é essa sensação?


PERGUNTE-SE: como é sentir essa sensação? Como é permtir que essa sensação seja percebida?


Só por alguns momentos, SAIA DAS SUAS HISTÓRIAS: Não responda nenhuma das questões acima com suas memórias, com as teorias que você conhece, com as explicações que constrói para seu sofrimento.


Deixe de lado temporariamente suas opiniões, seus julgamentos. Deixe também de lado, apenas por alguns minutos, a tendência que todos temos de querer que as coisas sejam diferentes. Deixe também de lado a tendência que todos temos de comparar cada situação com situações passadas, e de comparar nossas experiências com a de outras pessoas.


Todas as teorias, as histórias, as racionalizações, a lógica, não serão úteis nesse momento. ë preciso mais: É preciso experienciar diretamente, permitir-se sentir a unicidade de cada momento.


Como digo sempre:


Enquanto não permitirmos o desenvolvimento de nossos recursos, estaremos vivendo uma versão reduzida de quem somos.


E a coragem é um desses recursos que são essenciais para que sejamos de fato a pessoa que podemos ser.


Esse processo continua: a etapa seguinte envolve uma mudança de atitude frente a si mesmo. Nossos medos são resultado de nossas experiências, de nossas perdas, mágoas, machucados, de nossa história.


E não há quem escape de machucados. Não há que não os tenha.


Em geral, vemos nossas falhas como algo negativo, algo que nos diminui, algo a esconder. Nos recriminamos, criticamos, nos defendemos.

Nos sentimos menores, incapazes, incompetentes, E criamos o que nós psicólogos chamamos de mecanismos compensatórios.


Por isso, a etapa seguinte envolve olhar para nós mesmos com outra atitude:


RECONHECER NOSSOS MEDOS COMO PARTE DE NOSSA HUMANIDADE. Não há quem não tenha. Somos humanos, falhamos, temos medo. Sofremos por isso temos medo.


Esta etapa é parte essencial para um olhar mais compassivo para nós mesmos.

A auto-compaixão, muito diferente de auto-comiseramento ou vitimização, é o passo para que possamos de fato nos relacionar no mundo de modo saudável: com as pessoas em geral, nos relacionamentos amorosos, familiares, sociais e profissionais.


Sim, parece extremamente simples. Porém, nem sempre é um processo fácil para encarar sozinho.


O mais comum, e o motivo pela falha em muitos processos de psicoterapia, é limitar o processo ao mental, racional, intelectual. Podemos passar anos buscando os porques e explicando, justificando, culpando.


Nada disso basta para que transformemos o que precisa ser transformado, para que nos libertemos do que nos aprisiona.


E por envolver uma mudança de olhar e de atitude frente à nossas dificuldades, este processo muito frequentemente requer um acompanhamento individual, alguém junto nessa jornada.


Muitas vezes é muito rápido, basta um empurrãozinho acolhedor.



Desejo de coração que você possa desenvolver a coragem que já existe dentro de você.


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